Até o século XVII o território de Água Branca fazia parte das sesmarias de Paulo Afonso (BA) que compreendiam, também, os atuais municípios de Mata Grande, Piranhas e Delmiro Gouveia, sendo uma das cidades mais antigas do Estado. Foi denominada Mata Pequena, Matinha de Água Branca, até se tornar o município de Água Branca. O nome veio de uma serra da região, rica em fontes de águas muito limpas. Quem começou a povoar a região foi a família Vieira Sandes. Em 1769, o capitão Faustino Sandes arrematou algumas terras, atraído pelas serras, pela fertilidade do solo propício também à cana-de-açúcar e pelas boas pastagens, formando o primeiro núcleo de povoamento e tornando-se o tronco dessa família em toda a região. A primeira capela de Nossa Senhora do Rosário - foi construída quando a cidade ainda era povoado. Anos depois, o Barão de Água Branca ergueu a matriz de Nossa Senhora da Conceição, que se tornou a padroeira do município. Em 1864 foi criada a freguesia. Nove anos depois, a Vila de Água Branca. Só em 1919, através de lei, a vila foi elevada à condição de cidade. Atualmente, Água Branca tem na arquitetura antiga um de seus maiores atrativos, apreciada na Igreja Matriz, na Igrejinha do Rosário, no Centro Histórico da Praça da Matriz, na Casa do Barão de Água Branca e no calçamento da Praça Fernandes Lima. Sua riqueza natural concentra-se na beleza da Serra do Himalaia. Os pontos altos da cidade, com uma grande concentração de visitantes, no entanto, registram-se nas festas de Emancipação Política (21 de abril), Juninas e da Padroeira (28/11 a 08/12). Dados do Município Situação Geográfica: Microrregião do sertão alagoano, limites com Mata Grande, Delmiro Gouveia, Pariconha, Olho D´Água do Casado, Inhapi e Pernambuco. 550 metros acima do nível do mar. Área: 456,7 km2 Clima: Temperado. Máxima de 32° C e mínima de 22° C. População: 19.207 habitantes. Eleitorado: 11.527 eleitores. Economia: Agricultura (feijão, milho, mandioca e frutas tropicais). Educação: 4.893 vagas (redes estadual e municipal). Saúde: 11 postos de atendimento e 1 Unidade Mista de Saúde (50 leitos). Acesso: AL-145
Site: http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gua_Branca_(Alagoas)
O nome original do município era Campos do Arrozal de Inhauns e, em 1801, quando foi elevado à categoria de vila, passou a ser chamada de Vila Nova de São João de Anadia, em homenagem ao Visconde de Anadia, ministro português que autorizou a criação da vila. A freguesia foi instalada em 1802. Porém, não se sabe, ao certo, quais foram os principais desbravadores. Há a hipótese do primeiro povoado ter sido precedido por famílias que migraram para a região atraídas pelas planícies e boa produtividade do solo. Essa produtividade, aliás, pode ter atraído outros desbravadores que seguiram o curso do rio São Miguel, numa rota de exploradores. Conta a história que durante o século XVII uma imagem da Virgem da Piedade foi encontrada perto do povoado e, segundo a crença popular, fez com que o padroeiro do arraial, São João, fosse substituído por Nossa Senhora da Piedade. Fez parte da comarca de Alagoas (hoje Marechal Deodoro) até 1833, quando passou para a comarca de Penedo. A comarca de Anadia só viria a ser criada cinco anos depois. A Festa da Padroeira (02 de fevereiro) é um dos pontos altos do município, que recebe milhares de devotados fiéis na já tradicional procissão. De população festiva, Anadia se orgulha de manter viva a tradição de réveillon, carnaval (com frevo de rua), vaquejada e, principalmente, dos festejos juninos, ostentando o título de terceiro lugar com sua animada quadrilha em concurso estadual. Os finais de semana em Anadia são passados a muitos banhos de bica. No balneário Santa Cruz (uma fazenda com fartos banhos e fruteiras por toda a parte), por exemplo, o acesso é permitido a famílias inteiras da região. Dados do Município Situação Geográfica: Microrregião de Arapiraca. Limites com Tanque D'arca, Limoeiro de Anadia, Campo Alegre, Boca da Mata e Maribondo. 130 metros acima do nível do mar. Área: 273 km2 Clima: Temperado. Máxima de 30° C e mínima de 22° C. População: 17.839 habitantes. Eleitorado: 11.304 eleitores. Economia: Agropecuária Educação: 5.000 vagas (redes estadual e municipal). Saúde: 5 postos de atendimento, um hospital regional (50 leitos). Acesso: BR-101 Sul, BR-101Norte e BR-316
Embora Arapiraca seja uma cidade recente, há registros de que, por volta de 1848, as terras pertenciam a Marinho Falcão. Este as transferiu, por venda, a Amaro da Silva Valente, que passou a habitá-las junto com a família. A história conta que o genro de Amaro da Silva, Manoel André Correia, foi abrindo caminhos pelas matas virgens até descobrir uma planície fértil e rica em árvores frondosas, principalmente a "arapiraca". Nesse lugar iniciou o povoado que recebeu, desde a origem o nome Arapiraca, um termo indígena que significa "ramo que o periquito visita" (Ara-periquito; poya-visitar; aca-ramo). Em 1855, a esposa de Manoel André faleceu e, em sua homenagem, ele decidiu construir, sobre sua sepultura, a capela de Nossa Senhora do Bom Conselho. O povoado progrediu e seu desenvolvimento justificou a elevação à vila em 1924. Em 1938, através de decreto, tornou-se município. A cidade se transformou em comarca, desvinculando-se de Anadia, em 1949. O surto econômico que a cidade teve deve-se à cultura e beneficiamento do fumo - produto base da economia do município - que lhe rendeu o título de "Capital Brasileira do Fumo", por ter a maior área contínua de plantação do mundo. É o segundo maior município de Alagoas, atendendo comercialmente não só ao Agreste, mas ao Sertão e ao Baixo São Francisco. Entre os seus festejos destacam-se: a festa da padroeira (entre janeiro e fevereiro); a Micaraca (após a Semana Santa); o Alavantú (em junho); a Emancipação Política (30 de outubro) e a Feira de Negócios de Arapiraca Fenar (em dezembro). Atração à parte é a feira livre (a segunda maior do País), todas as segundas-feiras. Dados do Município Situação Geográfica: Microrregião de Arapiraca. Limites com Major Isidoro, Jaramataia, Girau do Ponciano, Lagoa da Canoa, Feira Grande, São Sebastião, Junqueiro, Limoeiro de Anadia, Coité de Nóia e Igaci. 264 metros acima do nível do mar Área: 614 km2 Clima: Temperado. Máxima de 38° C e mínima de 31° C. População: 186.150 habitantes. Eleitorado: 92.842 eleitores. Economia: Fumo, indústria e pecuária. Educação: 27,157 vagas (redes estadual e municipal). Saúde: 6 centros e 21 Unidades de Saúde (1,075 leitos). Acesso: AL-110, AL-115 e AL-120.
Segundo os historiadores, o município de Atalaia recebeu essa denominação por ter sido o local onde as forças que lutavam contra os Palmares ficavam de "atalaia". Outros acreditam que foi uma homenagem feita pelo Rei de Portugal ao Visconde de Atalaia, quando os habitantes do povoado pediram ao Rei a criação da vila. O início do povoado vem do século XVII, época dos Quilombos, que chegou até a ser chamado Arraial dos Palmares. Coube a Domingos Jorge Velho abrir caminhos para as tropas através das matas. Quando a luta acabou, foram distribuídas sesmarias aos vencedores. A parte que coube a Jorge Velho se transformou no povoado de Atalaia, onde foi erguida a igreja de Nossa Senhora das Brotas. Por muitos anos, o povoado teve grande prosperidade, mas as lutas políticas fizeram com que os habitantes partissem, enfraquecendo o comércio e trazendo a decadência ao município, que não conseguiu mais recuperar seu prestígio do ponto de vista econômico. O Museu do Banguê, onde são colecionadas antigas e interessantes peças de engenhos é uma das marcas da vida cultural na cidade, que foi o quarto núcleo de povoamento de Alagoas e cidade-mãe dos municípios de União dos Palmares, Capela, Cajueiro, Viçosa, Pindoba, Chã Preta e Murici. Terra tradicional do pitu (camarão de água doce), Atalaia tem nas festividades sua marca pessoal. Os destaques ficam com a festa da padroeira Nossa Senhora das Brotas (2 de fevereiro), as cavalhadas e vaquejadas nos parques Graziela Thianny e Vicente Basílio, além dos tradicionais bailes do Centro Social Atalaiense. Dados do Município Situação Geográfica: Microrregião da mata alagoana, limites com Capela, Cajueiro, Pindoba, Maribondo, Pilar, Rio Largo e Murici. 58 metros acima do nível do mar. Área: 534 km2 Clima: Temperado. Máxima de 30° C e mínima de 22° C. População: 40.489 habitantes. Eleitorado: 22.147 eleitores. Economia: Cana de Açucar e Gado. Educação: 10,300 vagas (redes estadual e municipal). Saúde: 09 postos de atendimento, 2 Hospitais (127 leitos). Acesso: BR-316
Barra de Santo Antônio deve sua colonização aos holandeses, que chegaram ao litoral por volta de 1853. A partir daí começou o progresso no povoado, que era constituído por poucas casas de taipa construídas à margem do rio Santo Antônio, que corta a cidade em dois locais distintos - um mais urbano, sede da cidade (à margem direita) e o outro, mais turístico e nativo (à margem esquerda). Neste lado, durante muitos anos houve um cruzeiro construído pelos holandeses, que servia de ponto de partida para a procissão de Bom Jesus dos Navegantes, destruído pelo tempo. Na época de progresso funcionou um estaleiro onde eram construídos barcos e navios de pequeno porte, com isso, o povoado foi crescendo. A pesca e a exploração da pedra calcárea sempre foram os pontos básicos da economia. O movimento de emancipação política do distrito, então pertencente a São Luiz do Quitunde, foi liderado por Manoel Monteiro de Carvalho. Em 1960, a cidade conseguiu a emancipação. Barra de Santo Antônio tem, no turismo, sua vocação natural. Suas praias conservam característias selvagens e linhas de arrecifes formam piscinas naturais de uma limpidez incontestável. Cortada pelo rio Santo Antônio, a Barra se divide em duas partes, a mais urbana que integra a estrutura da cidade, e, navegando pelo rio, a mais nativa, onde se concentram os principais pontos turísticos entre eles, a Ilha da Crôa, cuja travessia é feita por balsas. Ainda como atrativos, as praias de Carro Quebrado, das Enseadas e Tabuba. Entre as festividades, destacam-se o carnaval, a Micacrôa, os festejos juninos, a festa de abertura do verão, a festa do padroeiro, São Sebastião (20 de janeiro) e da Emancipação (20 de agosto). Dados do Município Situação Geográfica: Microrregião do Litoral Norte alagoano, limites com Paripueira, São Luiz do Quitunde, Passo de Camaragibe e Oceano Atlântico. 5 metros acima do nível do mar. Área: 187 km2 Clima: Temperado. Máxima de 36° C e mínima de 23° C. População: 11.272 habitantes. Eleitorado: 7.491 eleitores. Economia: Pecuário, Agricultura e Turismo. Educação: 3,397 vagas (redes estadual e municipal). Saúde: 02 Postos de Saúde Acesso: AL-101 Norte
Até a metade do século XVI, o território onde é atualmente ocupado pela Barra de São Miguel foi aldeamento dos índios Caetés, conhecidos pela prática da antropofagia. Segundo a história, eles teriam devorado o bispo Dom Pero Fernandes Sardinha, que veio de Portugal para catequizar a região. Ele teria trazido, então, uma imagem de Nossa Senhora Santana, que foi abandonada com o ataque dos índios e resgatada anos depois. A área, de excelente localização geográfica, transformou-se num movimentado núcleo de pescadores. Manoel Gonçalves Ferreira montou um estaleiro para a fabricação de embarcações, que ficaram conhecidas em todo o país e deram emprego aos "experimentos mestres" do local. Foi de lá que saiu o maior navio nordestino da época, o "Sane-Duarte", e também o maior iate, "Claudio Dubeux". Com a instalação de novos estaleiros e o início do transporte rodoviário, por volta de 1930, a Barra entrou em declínio, que levou carpinteiros e calafatas ao êxodo para novas indústrias. A autonomia administrativa ocorreu por força de interesses políticos. Somente em 1963, a Barra foi elevada à condição de município, desmembrado de São Miguel dos Campos. Considerada a cidade balneária mais badalada de Alagoas, a Barra tem uma exuberante beleza natural, diversificada com praias de areia branca, águas cristalinas e ilhas de manguezais. De sua marina, partem diariamente embarcações para a praia do Gunga, que fica no município de Roteiro. A Barra se destaca pelos campeonatos esportivos que promove: de Pesca de Arremesso, Enduro de Moto e Jeep (abril), Nordestino de Surf (setembro), e Mountain Bike (novembro). E ainda: o Festival de Música (janeiro), Carnaval, festas juninas, festa da padroeira Nossa Senhora Santana (17 a 26/07) e Emancipação (2/08). Dados do Município Situação Geográfica: Microrregião do Tabuleiro de São Miguel do Campos. limites com Marechal Deodoro, São Miguel dos Campos, Roteiro e Oceano Atlântico. 5 metros acima do nível do mar. Área: 55 km2 Clima: Temperado. Máxima de 30° C e mínima de 22° C. População: 6,289 habitantes. Eleitorado: 4.145 eleitores. Economia: Coco, Pesca e Turismo. Educação: 1,828 vagas (redes estadual e municipal). Saúde: 4 postos de Atendimento. Acesso: AL-101 Sul e Al-220
O município de Batalha era, no início, conhecido por Belo Monte, situado à margem do rio São Francisco. O povoado cresceu de forma proporcional ao aumento da população. O nome Batalha foi dado, segundo a lenda, por causa de uma luta entre soldados da polícia estadual e fanáticos seguidores de um leigo que dominava o local através da religião. A freguesia foi criada em 1855 sob as bênçãos de Nossa Senhora do Bom Conselho. Fez parte de Traipu até 1886 quando foi elevada à condição de vila. Posteriormente, foi município com o nome de Belo Monte. Uma lei em 1893 tornou sem efeito esse ato e a vila voltou a pertencer a Traipu. Depois foi incorporada a Pão de Açúcar. Sucessivas leis marcaram o desmembramento da vila e sua posterior reintegração a outros municípios. Somente em dezembro de 1947, uma lei estadual transferiu a sede do então município de Belo Monte para a Vila da Batalha. Em 1949, finalmente, o município assegurou o nome de Batalha, transformando-se em comarca apenas em 1952. O rio Ipanema, um rio que corta toda a região, é seu principal acidente geográfico. Batalha é pólo centralizador da chamada Bacia Leiteira. Uma cooperativa e várias indústrias pasteurizam praticamente todo o leite que abastece o Estado. A cidade tem como pontos atrativos a Serrinha Via Sacra, o Monumento ao Cinquentenário e o Parque de Exposições. Seus principais eventos são: a festa da padroeira, Nossa Senhora da Penha (30 de agosto a 8 de setembro), a Emancipação Política (22 de dezembro) e a Exposição Agropecuária (em outubro). Dados do Município Situação Geográfica: Microrregião de Batalha, limites com Jacaré dos Homens, Belo Monte, Traipú, Jaramataia e Major Isidoro. 120 metros acima do nível do mar. Área: 409 km2 Clima: Temperado. Máxima de 39° C e mínima de 22° C. População: 14.795 habitantes. Eleitorado: 8.864 eleitores. Economia: Agropecuária (Bacia Leiteira). Educação: 5,408 vagas (redes estadual e municipal). Saúde: 30 leitos, 9 postos de Saúde, PACS e PSF Acesso: AL-220
O território, hoje ocupado pelo município de Belém, foi, em meados do século XVIII, um pequeno aldeamento de índios remanescentes dos "Xucurus", que viviam às margens do rio Lunga. Estes índios, pacíficos, tinham por hábito a colheita de uma pequena planta denominada "canudos", usada nos cachimbos que fumavam. Existia uma grande quantidade junto à serra Canudos, também conhecida na região como Guaribas. Mais tarde, a formação do primeiro povoado de homens brancos manteve o nome "Canudos". Segundo a história, os primeiros desbravadores, após os índios, foram as famílias Tenório e Barbosa da Paixão, que foram atraídas pela fertilidade das terras. Implantaram grandes lavouras e, assim, novos moradores foram chegando à região. Por volta de 1900 o local já contava com muitas casas e sítios. O comércio começava a progredir e o movimento também crescia. Inúmeras bolandeiras foram implantadas. Foi nessa época que houve um grande desentendimento entre membros da família Tenório e Rodrigues de Santa Rosa, causando a morte de muita gente das duas correntes. Até então, Canudos estava sob a jurisdição de Anadia. Em 1953 foi elevada à condição de vila, acelerando o incremento sócio-econômico. Cresceu tanto que, em 1962, através de uma lei, estabeleceu sua autonomia administrativa. A mesma lei que criou o município modificou seu nome para Belém, aproveitando a sugestão dada por muitos religiosos que realizavam na região as chamadas missões. A animação da população de Belém pode ser vista em duas de suas principais festividades: a festa do padroeiro, São Sebastião (11 a 20 de janeiro) e os festejos juninos. Dados do Município Situação Geográfica: Microrregião de Palmeiras dos Índios, limites com Taquarana, Tanque D'Arca e Palmeira dos Índios. 374 metros acima do nível do mar. Área: 59 km2 Clima: Quente. Máxima de 33° C e mínima de 24° C. População: 5,918 habitantes. Eleitorado: 3,462 eleitores. Economia: Agropecuária Educação: 2.584 vagas (redes estadual e municipal). Saúde: 02 postos de Saúde. Acesso: BR-316 e BR-320
A exploração do rio São Francisco, a partir de 1950, possibilitou uma série de novas descobertas aos desbravadoresda região. Ao atingir o rio Ipanema, foi encontrado, à sua margem, um caminho aberto para o interior, descobrindo, na verdade, o caminho que levava a Pesqueira, em Pernambuco. Exatamente no ponto de encontro entre os dois surgiu um núcleo populacional, onde missionários, colonizadores e comerciantes dos centros maiores faziam seus negócios - hoje ficou conhecido com Barra de Ipanema. Foi dessa localidade que partiu um cidadão - cujo o nome não foi registrado - com destino à região atualmente ocupada pelo município de Belo Monte, iniciando sue trabalho com a fundação de uma fazenda de gado. O curral da propiedade ficava onde hoje é a casa número 70, na praça Epaminondas Machado e até hoje podem ser encontradas nas rochas as rúinas da casa grande. A Lei Provincial nº 960, de 1885, criou a frequesia. Em 1886, foi levada à condiçãode vila, já com o nome de Belo Monte. Daí por diantesofreu muitas modificações em sua estrutura política-administrativa. Foi anexadae incorporadapor outros municípios várias vezes. Em 1947, a sede foi tranferida para a então Vila de Batalha, permanecendo Belo Monte um distrito. Só em 1958 conseguiu sua autonomia. A praia do rio São Francisco é um ponto atrativo da região, onde hoje está instalado o Miniterminal Turístico. Mas o município chama mesmo atenção dos visitantes por suas festas religiosas - da padroeira Nossa Senhora do Bom Conselho (2/02), a do Bom Jesusdos Navegantes, Juninas e Natal - pelo carnaval animadoe pelas vaquejadas realizadas regularmente. Dados do Município Situação Geográfica: Microrregião de Batalha, limites com Pão de Açucar, Jacaré dos Homens, Batalha, Traipu e Rio São Francisco. 48 metros acima do nível do mar. Área: 458 km2 Clima: Temperado. Máxima de 38° C e mínima de 22° C. População: 6.822 habitantes. Eleitorado: 4.078 eleitores. Economia: Agricultura, Pesca, Pecuária Leiteira e Industrializção de Calcário. Educação: 1,898 vagas (redes estadual e municipal). Saúde: 1 Centro de Saúde, 6 postos de Saúde. Acesso: AL-125
A história não registra muitas informações sobre a origem do município, apenas que o nome que a cidade recebeu vem do fato de que as primeiras residências foram construídas à entrada de uma grande mata, que se estendia rumo a Atalaia. Não existem, no entanto, datas precisas. As terras da região eram ricas e ofereciam condições para a implantação de sítios e fazendas, desenvolvendo lavouras e a criação de gado. A maior parte das terras pertencia ao Engenho Santa Rita, de propriedade de Antonio Pinto da Cunha Coutinho. Também não ficou registrada a data da construção da primeira capela. A obra foi de Pedro Simões, antigo proprietário do engenho Mucambo. Com o desenvolvimento rápido do povoado, surgiu o movimento pela emancipação. Uma lei elevou a vila à condição de município autônomo, mas a lei não foi cumprida e Boca da Mata permaneceu integrada a São Miguel dos Campos. Assim ficou registrado na divisão administrativa em vigor no ano de 1955, quando possuía 463 habitantes e 160 domicílios. A emancipação aconteceu, finalmente, em 1958. Boca da Mata revela como belezas naturais a Serra de Santa Rita e a Bica do Arlindo. O ponto de encontro da cidade é a Praça Padre Cícero. A animação do povo do município pode ser vista em suas principais festividades: Festa da Padroeira Santa Rita de Cássia (22 de maio), Emancipação Política (11 de novembro) e Festa do padre Cícero Romão (20 de julho). Dados do Município Situação Geográfica: Microrregião do Tabuleiro de São Miguel dos Campos, limites com Anadia, Campo Alegre, Pilar, São Miguel dos Campos, Maribondo e Atalaia. 1000 metros acima do nível do mar. Área: 266 km2 Clima: Quente. Máxima de 37° C e mínima de 22° C. População: 23.995 habitantes. Eleitorado: 15.308 eleitores. Economia: Cana-de-Açucar e Pecuária. Educação: 5,547 vagas (redes estadual e municipal). Saúde: 04 postos de atendimento e 1 Hospital (48 leitos). Acesso: BR-101 e AL-215
A história não registra muitas informações sobre as origens do município de Branquinha. Os documentos e demais informações foram destruídos por uma enchente do rio Mundaú, que corta a cidade, na cheia de 1949 quando a prefeitura municipal foi parcialmente inundada. Os historiadores conseguiram resgatar que a colonização da cidade começou por volta de 1870. Moradores recém-chegados de outras regiões foram instalando pequenos sítios. O lugar foi crescendo às margens do rio Mundaú. O progresso da região foi impulsionado a partir de 1955, quando lideranças locais começaram a lutar pela emancipação política. Nomes como Pedro Temóteo Filho, Manoel Gomes Peixoto e Emílio Elizeu Maia de Omena faziam parte desse grupo. Só em 1962, através de uma lei, é que o município conseguiu a emancipação, sendo desmembrado de Murici. O rio Mundaú provocou, depois de 1949, outras enchentes. A cidade já foi reconstruída algumas vezes e, por isso, a zona urbana não tem um desenvolvimento crescente. Embora seja um município sem atrativos turísticos naturais, Branquinha chama a atenção de visitantes por conta da animada programação de festividades, garantida pela animação de sua população em boa parte do ano. Em janeiro, acontece a festa do padroeiro, São Sebastião (dia 20); fevereiro, um dos carnavais mais animados da região da Mata Alagoana; a Emancipação Política (18 de maio); os festejos juninos e ainda o Festival da Batida, onde a iguaria é apreciada em diversos sabores (realizado entre os meses de novembro e dezembro). Dados do Município Situação Geográfica: Microrregião da Mata Alagoana, limites com União dos Palmares, Capela e Murici. 101 metros acima do nível do mar. Área: 155 km2 Clima: Temperado. Máxima de 34° C e mínima de 20° C. População: 11.329 habitantes. Eleitorado: 5.519 eleitores. Economia: Cana-de-açucar e Agricultura de subsistência. Educação: 2,223 vagas (redes estadual e municipal). Saúde: 1 posto de atendimento. Acesso: BR-104